segunda-feira, 25 de abril de 2016


Rute
Não insistas comigo, para que te deixe e me vá longe de ti. Aonde fores, eu irei, aonde habitares, eu habitarei. O teu povo é meu meu povo, e teu Deus, meu Deus. O Senhor trate-me com rigor se outra coisa a não ser a morte, me separar de ti (Rt 1).
Rute, nora de Noêmi, também ela viúva, escolhe permanecer com a sogra. Belo é ver a declaração de fidelidade e amizade de Rute para com Noêmi.
No caminho vocacional a amizade verdadeira, aquela fundada em Deus, torna-se verdadeira fonte de fidelidade ao Senhor. “Quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro”, diz a sabedoria de Deus.
Nos tempos atuais, assim como o amor, a amizade tem sido tratada frivolamente, tornando esta relação, que deveria ser tão bela, vazia de sentido, isso porque as pessoas não tratam, primeiro, de amizade com Aquele que deveria acompanha-las em sempre em suas relações: DEUS. Olha-se, normalmente, para Ele como um ser distante, superior, e que contabiliza todos os erros. Só que Deus não é assim! Ele quer caminha com seus filhos, ouvir suas aflições e comemorar junto suas vitórias e alegrias.
Amizades nascidas e cultivadas à luz do amor de Deus, essas sim são verdadeiras, pois nascem para a glória do Senhor!



terça-feira, 19 de abril de 2016

Em Brazlândia: Retiro dos funcionários JIMJ

"Vai e conta tudo o que o Senhor fez por ti, e como teve misericórdia de ti!"
Os funcionários do Jardim de Infância Menino Jesus, se reuniram em um fim de semana (01, 02 e 03 de abril)  de retiro, foram dias intensos de partilha e celebração da vida por meio da oração.
Por quê viver como presos entre os mortos se fomos feitos para cantar as maravilhas do Senhor?!
Sua misericórdia preenche o coração e a vida de todos aqueles que Dele se aproximam!
Rendemos graças a Deus que nos oportunizou estes dias!

segunda-feira, 18 de abril de 2016


Noêmi
Tendo morrido Elimelec, marido de Noêmi, e seus dois filhos, ela ficou só [...]. Então levantou-se Noêmi e partiu, porque ouviu dizer que o Senhor tinha visitado o seu povo e lhe tinha dado pão (Rt 1).
LEVANTOU E PARTIU, este tem sido um apelo constante do Papa Francisco, uma Igreja em saída, que não se acomoda no posto em que está, seja ele qual for.
Noêmi poderia ter-se prostrado em sua viuvez, e ainda sem o auxílio dos filhos, poderia ter-se rendido à uma condição de desprezo e mendicância a que as viúvas eram expostas, mas não!
Noêmi possui uma característica, essencial para os vocacionados: OUSADIA. A ousadia conduz a pessoa a uma vida de entrega confiante nas mãos do Senhor, que visita o povo e lhe concede pão. A ousadia dá passos destemidos rumo à felicidade, que a princípio é, de fato, um “ouvir falar”, mas com o tempo torna-se experiência viva. Não há felicidade maior, que aquela de caminhar, confiante, segundo os desígnios do Senhor, e felicidade é o que Ele deseja para cada um daqueles que Ele ama.



segunda-feira, 11 de abril de 2016


Dalila
Sansão amou Dalila. Os príncipes foram procura-la e disseram-lhe: “seduze-o e descobre de onde vem a sua grande força” [...]. Então lhe abriu todo o coração [...] Ela adormeceu Sansão e mandou cortar seus cabelos [...] quando acordou o Espírito do Senhor tinha se retirado dele (Jz 16).
Cristo, no sermão da montanha, ensina a multidão que o ouvia que cada homem guarda seu tesouro onde está seu coração. O fato é que o coração humano nem sempre está onde deveria, em Jeremias, o senhor declara que o Povo o deixou “fonte de água viva, para buscar cisternas furadas” (Jr 2,13).
Sansão foi consagrado ao Senhor, desde o seio materno, e possuía a força do Espírito, mas confiou seu coração, e seu tesouro, à pessoa errada.
Dalila, aqui, se apresenta como imagem do inimigo, diante da vocação. Ele é insistente, como vemos Dalila com Sansão, ela insiste até descobrir o segredo. Com Cristo aconteceu o mesmo, quando na tentação no deserto, mas Jesus sai vitorioso, porque estava sustentado pela oração que mantinha seu coração em Deus; ao contrário de Sansão que por ter aberto seu coração e confiado nos homens perde o Espírito que o fortificava.
Na história da salvação vemos aqueles que conduzem outros a Deus, que são sinal de sua presença, mas também vemos os “chamados” pelo inimigo, que vivem para perder os amados de Deus.
Sabe-se que cada pessoa carrega seu tesouro em vasos de barro, faz-se necessário confiar tal vaso em mãos seguras, para que não venha a se quebrar.

segunda-feira, 4 de abril de 2016


Sansão
Sentindo uma sede intensa, chamou ao Senhor: “Vós destes, disse ele, ao vosso servo uma grande vitória. Morrerei eu agora de sede?” Então Deus fendeu a rocha e dela jorrou água. Sansão, tendo bebido dessa água, recobrou ânimo e recuperou as forças (Jz 15).
O caminho vocacional, no qual cada pessoa busca viver a santidade, por vezes apresenta-se como caminho de aridez e provação. Sansão lembra que foi pela mão do Senhor que ele alcançou a vitória e isso o sustenta na oração até que do mesmo Senhor lhe venha a consolação.
Perseverar na oração, eis a grande chave da vivência vocacional. A oração, que une a alma humana em íntimo diálogo de amor com o Criador, sustenta cada pessoa na vontade do Senhor, mesmo quando parece que depois de tantas vitórias se está morrendo à míngua.
Aos que perseveram, o Senhor concede a água da Rocha, como a Sansão, e como em muitos momentos da história de Israel fez o Povo saltar de alegria à visão de suas grandes maravilhas!
Não raro é possível ver vocações sucumbirem pelo medo ou pela falta de fé, que torna o silêncio de Deus insuportável. Porém é preciso saber que o silêncio de Deus é também resposta! Quando Ele silencia e a pessoa pode experimentar a sensação de estar sozinho com suas fraquezas- como os discípulos na tempestade em que Jesus dormia- é que torna-se possível perceber que se há alguém que realiza o bem é Ele, e que o realiza na pessoa e por ela.
Cantar as maravilhas de Deus é louvá-l’O, sofrer os seus silêncios e demoras é crê-l’O e amá-l’O!