terça-feira, 25 de outubro de 2016

Tríduo em honra ao Pe. Cósimo- Fundador

3º Dia: Padre Cósimo devoto da Santíssima Virgem

Oração Inicial: Colóquios...  (Nutriz cap. 16)

Santíssima Virgem, se encontrei graça aos vossos olhos, não 
me deixeis sem a tua desejadíssima benção, para que eu possa nutrir 
e criar este teu dulcíssimo Filho Jesus com perfeição maior para te 
agradar sempre mais!
Ó Virgem benigníssima, salva-me de todo mal, livra-me de 
toda culpa, enche-me de todas as gracas e de todos os dons celestes, a 
fim de que o leite que darei a este teu diviníssimo Filho, que é a delicia
 e a vida do meu coração, seja sadio e puro. 


Servo da Mãe de Deus por amor e vocação, assumiu este título que lhe dava a sua Congregação transformando-o em vida, vida que comunicava a todos quantos dele se aproximavam.
Os seus "Colóquios com a Bem Aventurada Virgem..." na Nutriz, são prova de seu amor, a tão bondosa Mãe, bem como do seu desejo constante de estar sempre sob sua proteção e benção.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória...
Padre Cósimo, rogai por nós!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Tríduo em honra ao Pe. Cósimo Berlinsani- Fundador

2º Dia: Padre Cósimo e a oração

Oração Inicial: SALMO 02  (Nutriz cap. 6)

Eu te louvo, Menino Jesus, eis que tu es minha salvação, confiarei em ti e não terei medo; porque minha força e meu louvor é Jesus. Ele se tornou minha salvação. Com alegria buscarei água nas tuas fontes, Menino Jesus, e direi: Celebrai o Senhor e invocai seu nome; anunciai aos povos suas maravilhas; recordai-vos que seu nome é sublime; cantai hinos ao Menino Jesus por  que fez coisas grandiosas, isto seja conhecido em toda a terra. Exultai e louvai o Senhor, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Menino Jesus. Gloria ao Pai, 


"Toda a vida do Pe. Cósimo foi um contínuo exercício de oração, deixou-se conduzir pela palavra de Deus, e de observação das regras e de obras ao serviço da vontade de Deus" e a serviço do próximo, tornando-se assim testemunha da vida que anunciava.
Ensinou -porque provou com a vida- às irmãs da nascente congregação a importância da oração para a fecundidade da vida espiritual e do serviço aos irmãos no dia a dia.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória...
Padre Cósimo, rogai por nós!

domingo, 23 de outubro de 2016

Tríduo em honra ao Pe. Cósimo

Tríduo em honra ao Pe. Cósimo Berlinsani-Fundador
1º Dia: Padre Cósimo e as “Nutrizes”

Oração Inicial: SALMO 1 (Nutriz cap. 6)

Eu te amo, Senhor, minha forca; Senhor, tu es meu amparo, meu refúgio e meu libertador. Meu Deus, meu auxilio, espero em ti. Meu protetor e minha poderosa salvação, meu salvador, eu te invocarei com louvores e serei salvo de meus inimigos, porque iluminas minha lanterna; Senhor, meu Deus, ilumina minhas trevas. Eu te exaltarei entre as nações, Menino Jesus, e cantarei um salmo a teu nome.

Padre Cósimo movido por amor ao Santíssimo Menino, e pelas delicadezas de tantas pessoas para com o mesmo Menino, dentre elas nossa Fundadora, escreve o pequeno livro: A Nutriz espiritual do Menino Jesus”, nele o Padre quis dar um aspecto de delicadeza ao coração humano, sob a imagem daquela que nutre- cuida, alimenta e faz crescer. Ensinou a cuidar, colocar nos braços e acariciar o Pequenino de Belém mesmo em momentos de fragilidade humana. A Oblata Nutriz é impulsionada a aprender com o mestre Jesus- neonato, frágil e indefeso- suas virtudes de humildade e simplicidade que caracterizam nossa Congregação!
Pai Nosso, Ave Maria, Glória...
Padre Cósimo, rogai por nós!

domingo, 28 de agosto de 2016

4º Domingo de agosto: Vocação do catequista

Hoje celebramos e rezamos pela vocação dos catequistas, estes que são chamados a semear o Reino de Deus nos corações dos homens e mulheres, de nossas crianças jovens e adultos.
Para que o catequista possa ser bom semeador do Reino, é preciso que ele mesmo viva os ideais de Cristo em sua própria vida que experimente dia a dia o seu amor, para que não anuncie somente em palavras mas também, e sobretudo, com sua vida!
Neste ano da misericórdia rezemos para que nossos catequistas sejam pessoas de vida mais do que de palavras!

domingo, 21 de agosto de 2016

3º Domingo de agosto: Vocação à Vida Religiosa

"Onde estão os consagrados, sempre há alegria!"
 (Papa Francisco)
Rezemos hoje pela vocação à Vida Religiosa!
O Santo Padre nos diz que onde estão os consagrados, sempre há alegria, eis o nosso ideal, eis o chamado que o Senhor faz aos seus consagrados!
A Vida Religiosa é chamada a ser sinal do Céu na terra, vivemos aqui e anunciamos as alegrias do Céu, claro que sempre sujeitos as limitações humanas, mas a alegria deve ser sempre marca característica da vocação à Vida Religiosa.
Hoje rezando por todos os religiosos, peçamos que o Senhor inunde o coração de cada um capacitando ao amor. Que na vida deles tudo fale do Senhor amado!
E você, já pensou em sua vocação? Que tal ser uma religiosa na Congregação das Irmãs Oblatas do Menino Jesus?
Venha viver alegria de encontrar o Cristo, amá-lo e nutri-lo a todo instante, na oblação de toda a vida!
#VemSerOblata!

domingo, 14 de agosto de 2016

2º Domindo de agosto: Vocação familiar- dia dos pais

Neste segundo domingo de agosto, somos convidados a rezar pela vocação familiar.
Dom do amor de Deus, a vocação à "formar família" traz consigo também suas exigências, que se sabe que são tantas. Hoje pouco se fala de famílias santas, é um tema, para muitos ultrapassado, porém não deixa de ser a essência de uma família verdadeiramente cristã, e o desafio da mesma no dia a dia. A família tem maior responsabilidade, quando pensada como berço- celeiro de todas as vocações, é aí que toda vocação nasce.
Rezar pela vocação familiar, é no fundo rezar por todas vocações, é rezar pela terra onde serão fecundadas todas as outras vocações!
Hoje portanto o convite é de rezar pelas vocações, mas também de que as pessoas chamadas à constituir família tenham a coragem de viver a santidade!
Sagrada Família de Nazaré, que vossa vida seja sempre exemplo e sustentáculo para a vida de nossas famílias Cristãs!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Matias
"Ainda que todas as nações lhe obedeçam, abandonando o culto dos antepassados, eu e meus filhos continuaremos a seguir a aliança dos nossos pais!" (I Mc 2).
Ouve-se constantemente pessoas que dizem: "se eu vivesse naquele tempo..." A verdade é que as exigências e desafios são sempre os mesmos: PERMANECER FIEL!
E aqui adentrando o tema específico da vocação é possível perceber, nos dias atuais, a dificuldade latente de se abraçar e viver, com fidelidade a proporia vocação.
São casais que se separam ou vivem juntos como se não estivessem (na indiferença um pelo outro); sacerdotes que deixam o ministério ou que vão vivendo de qualquer jeito, fazendo o povo sofrer; consagrados que abandonam os votos ou que permanecem levando uma vidinha mais ou menos...
Onde está a FIDELIDADE nos tempos modernos? Parece ser uma palavra esquecida, ou vazia de seu verdadeiro sentido, para muitos, e isso porque nas bases da vida falta ainda comptomisso verdadeiro. As pessoas vao vivendo "para ver se vai dar certo", porém quando se trata de vocação, simplesmente, não pode funcionar assim: "que sejas frio ou quente, se fores morno te vomito!" (Ap 3, 15-16).

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Jó: fidelidade na dor
Sua mulher disse-lhe: “Persistes ainda em tua integridade?” Amaldiçoa a Deus e morre! “Falas, respondeu-lhe ele, como uma insensata. Aceitamos a felicidade da mão de Deus; não devemos também aceitar a infelicidade? (Jó 2)
Vocação é sem dúvida um caminho de felicidade, por isso causa tanto medo, pois optar ou não pela vocação é optar pela felicidade de toda uma vida, porém nem sempre entendemos a felicidade, como diz o Pe. Fábio de Melo em seu livro Tempo de esperas, “custa agente aprender, mas nem sempre a felicidade estará de braços dados com a alegria. A alegria sobrevive de motivos externos. Felicidade não. É mais profunda. Não depende das alegrias para que seja real. É possível ser feliz mesmo quando não estejamos alegres [...]. A realização humana raiz de toda felicidade, consiste em saber-se a pessoa certa no contexto das escolhas feitas. Encontrar conforto, ainda que a vida esteja pesada, porque sabemos que estamos onde, verdadeiramente, deveríamos estar”.
Eis o grande desafio... Você se sente a pessoa certa no contexto das escolhas que fez ou tem feito em sua vida? Como saber?
Quando a pessoa está, “verdadeiramente” onde deveria estar, a felicidade pulsa dentro, mesmo em meio a adversidade e até na dor, lá no fundo ela grita: “Sou feliz, estou no lugar certo, tudo passa”. Esta é atitude de Jó que repreende sua esposa em sua insensatez, que quer de Deus somente os bens. Tal atitude questiona também a vida de cada vocacionado: O que se tem buscado? É preciso almejar sempre o essencial, a vontade de Deus, pois e está, e somente ela, que pode preencher o coração e vida da verdadeira felicidade, esta que em meio à dor pulsa. Ou viveremos na insensatez de aceitar de Deus somente o que nos dá prazer?
Deus quer mais de ti. Quer que te abandones sem medo! Experimente, vale a pena! 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Havia um homem chamado Jó, integro, reto, que temia a Deus e fugia do mal.[...]. Um dia veio Satanás diante do Senhor. “De onde vens tu?” “Andei dando volta pelo mundo, disse Satanás, e passeando por ele [...]. É a troco de nada que Jó teme a Deus? Não cercastes como de uma muralha a sua pessoa [...] ? Estende a mão e toca tudo o que ele possui; juro-te que te amaldiçoará na tua face[...].
Jó então se levantou, rasgou o manto e rapou a cabeça. Depois, caindo prosternado por terra, disse: “Nu saí do ventre de minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1). 
Deus chama e não se cansa de chamar a todo instante... a caminhada vocacional está sempre sujeita à tentação do maligno, que instiga a alma para que esta escolha ir contra a vontade de Deus, ou que desanime e até desista diante dos desafios da caminhada.
A alma que verdadeiramente ama a Deus não cederá às tentações, porque sabe “em quem colocou a sua confiança”. Os ditos populares apelam, com frequência, à paciência de Jó, pois este soube esperar em Deus mesmo diante das mais terríveis adversidades, mesmo quando perdeu tudo o que tinha, até seus sete filhos.
Voltar o olhar para este homem de fé, convida todo vocacionado a cultivar em si tal atitude de paciência e abandono em Deus, pois é certo que o responder afirmativamente à vontade de Deus é garantia de felicidade, mas igualmente certo é que neste caminhar haverá sempre desafios, que nem sempre, serão compreensíveis ao primeiro olhar. Faz-se necessário pedir sempre ao Senhor que conceda um coração prudente e uma alma agradecida por suas maravilhas, e que a cada instante se possa cantar: “Bendito seja o nome do Senhor!”


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Mardoqueu: depois do rei o primeiro
Mardoqueu, era o primeiro, depois do rei Assuero. Ele gozava de grande consideração entre os judeus era amado pela multidão de seus irmãos. Procurava o bem de seu povo e falava a favor da felicidade de toda a sua nação (Et 10).
Qual foi o primeiro pecado? O querer ser como Deus... o homem que não reconheceu a tamanha dignidade de “ser imagem e semelhança de Deus”, quis mais e acabou perdendo o essencial! Deus, contudo, em sua fidelidade não se cansa de lembrar ao homem sua aliança, a ponto de entregar o seu próprio Filho, que ao se fazer homem, eleva toda a humanidade à alta dignidade de filhos de Deus!
Depois do rei o primeiro! Como filho de Deus todo batizado tem por vocação agir como Mardoqueu, buscando sempre a felicidade de seus irmãos e irmãs, reconhecendo a grande graça que o Senhor nos concede dia a dia de sermos seus filhos, de sermos, “depois do rei os primeiros”. “Que é o homem , Senhor para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho? Pouco abaixo de Deus os fizestes, coroando-o de glória e esplendor... (Sl 8), de fato, tamanha é a bondade do Senhor que assim nos fez, e nos recria todos os dias, mesmo em meio a tantas infidelidades!
Toda vocação surge no coração de Deus e por meio da oração floresce na vida do ser humano. Mardoqueu soube, em seu sofrimento de outrora, confiar no Senhor, rezou e intercedeu sempre pelo seu povo, por isso foi tão amado!
A vocação autêntica não é egoísta, não se preocupa somente com o próprio bem, em verdade ela torna a pessoa uma intercessora, porque todo aquele que experimenta do amor de Deus, de sua intimidade, deseja que todas as pessoas possam também experimentar, e por isso torna-se, a alma, intercessora. 
Mardoqueu intercedia pelo bem, e assim age todo aquele que se sente chamado ao amor, pois encontra na felicidade dos irmãos o motivo da própria felicidade. Mas tal atitude só se alcança por meio da prática da virtude, por meio da oração que vai tornando o coração sempre mais entregue e solícito pelas necessidades dos irmãos, e colocando nas mãos de Deus as próprias necessidades, para que Ele no tempo oportuno as considere!
Que tal experimentar se abandonar em Deus? Eis a felicidade verdadeira!



segunda-feira, 27 de junho de 2016

Ester e Mardoqueu: em nome do rei
Ester voltou de novo à presença do rei e falou. Prostrada a seus pés, desfeita em lágrimas, lhe suplicava que destruísse as maquinações que Amã, tinha tramado contra os judeus. O rei estendeu o cetro de ouro a Ester, a qual se pôs de pé diante dele [...]. Escrevei, portanto, vós mesmos, em nome do rei, em favor dos judeus, como bem vos parecer e selai, com o selo real, porque toda ordem escrita em nome do rei e firmada com seu selo é irrevogável (Et 8).
O cristão é chamado a ser outro Cristo e sê-lo sempre. Isso significa que o falar, o ouvir, o olhar e o amar de um cristão, em seu agir devem ser conformes os do próprio Cristo!
Muitas pessoas perdem a vida a reclamar e murmurar, esquecendo-se de que, não só podem, mas que devem ser elas mesmas a mudança; assim perdem a graça maravilhosa que se oculta na "miudeza de cada instante"!
Diante de tais realidade o que têm Ester e Mardoqueu a ensinar com sua atitude?
Agir em nome do rei! Assuero concede a Ester e Mardoqueu a possibilidade de agir em seu nome, assim como outrora havia concedido a mesma dignidade a Amã. A diferença está nas atitudes de cada um diante do favor recebido.
A cada cristão o Senhor também concede a grande graça de agir em seu nome: SER OUTRO CRISTO! O que cada um fará com tamanha dignidade? E qual é o agir de Cristo, senão o amor?
Assim deveriam ser reconhecidos os cristãos: pelo amor, este deveria encher a vida e até transbordar em cada batizado!
Cabe a cada um questionar a si mesmo quanto ao que tem feito com a graça de "agir em nome do Rei"!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ester: intercede por si e pelo povo
Ester revestiu-se de seus trajes reais e se apresentou diante do rei sentado sobre seu trono[...]. Logo que viu Ester... ele estendeu o cetro de ouro que tinha na mão. E Ester se aproximou para tocá-lo. "Que tens rainha Ester e que queres?" [...] "Se achei graça a teus olhos, ó rei, e se ao rei lhe parecer bem, concede-me a vida, eis o meu pedido; salva meu povo, eis o meus desejo" (Et 5,7).
Ester arrisca-se porque sabe que foi chamada, e intercede, por si e pelo povo, não se fecha em seus privilégios, com uma atitude egoísta, ao contrário, se abre às necessidades do seu povo, o seu coração se alarga em amor!
A que você é chamado???
A grande verdade é que vivemos em meio a uma geração de frouxos, que até se entusiasmam, mas à hora da resposta se acovardam, por medo de arriscar-se. A isto acrescenta-se o egoísmo... Quem, nos dias atuais, é capaz de se arriscar-se pelo dom da vida e dignidade do outro? Poucos!
Assim, Ester deveria se modelo a toda vocação; ela arrisca-se, até diante do perigo de ser morta, para cumprir a vontade de Deus em sua vida.
Um outro problema é o esquecimento de que a vontade de Deus é sempre, SEMPRE o melhor, mesmo que aos olhos humanos pareça loucura, mesmo que, lá no fundo o coração relute!
Seguir o chamado de Deus nem sempre será fácil, mas será sempre um revestir-se de "vestes reais", pois é no cumprimento de sua santa vontade que se assume plenamente o sonho e os planos de Deus!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Ester: decidida
qualquer um que entrar sem ser chamado na câmara interior do palácio,está condenado à morte, com exceção àquele para o qual o rei estender o cetro de ouro [...]. "Quem sabe se não foi para essas circunstâncias que chegaste à realiza" [...]. "Irei ter com o rei. Se houver de morrer, morrerei". (Et 4)
Diante do edito que decretava o aniquilamento de seu povo, Ester decide, ainda que correndo o risco de morrer, interceder pelo povo, diante do rei. Já se viu, quem era Assuero, um homem inconstante, inclinado a seus próprios caprichos, indiferente à dor ou a dignidade do outro, mesmo que tal pessoa fosse a rainha!
Ester, porém, confia no Senhor e em seus desígnios, estes que  a tiraram da casa de sua família para o arem do rei e daí à realeza.
A confiança e o abandono em Deus fazem-se essenciais no caminho de discernimento da vontade de Deus, por que na verdade é Ele quem conduz tudo, à medida que cada pessoa deixa-se conduzir.
Às vezes se teme a vontade de Deus porque aos olhos humanos parece um perder a vida, porém, não é o querer de Deus o melhor para cada pessoa?!
Quando se trata de vocação, arriscar é uma aventura quase inevitável!
Arrisque-se, pois!

segunda-feira, 16 de maio de 2016


Mardoqueu
O Rei elevou em dignidade Amã [...]. Todos os servos do Rei dobravam o joelho diante dele [...], Mardoqueu não queria dobrar o joelho e, por isso, fora denunciado a Amã que se pôs em cólera. Mas teve pouco vingar-se só de Mardoqueu, e procurou um meio de exterminar sua nação (Et 3).
Por que Mardoqueu, tio de Ester, recusa-se a ajoelhar-se diante de Amã? A resposta é bem clara: Mardoqueu é judeu, parte do Povo, escolhido, que mesmo exilado crê no único Deus e sabe que somente diante d'Ele os joelhos humanos devem dobrar-se e as cabeças curvar-se.
Mardoqueu é perseverante... fiel mesmo quando ameaçado e perseguido. É constante em sua opção pelo Senhor. Todo vocacionado deveria pedir ao Senhor o espírito perseverante, fiel e constante de Mardoqueu, pois são inúmeras as situações que, dia a dia, põem em risco diversas vocações. E não raras são as pessoas que preferem curvar-se diante das insídias do mundo à "dar a vida" pela própria vocação. 
Eis pois a questão: Cristo não vale a tua vida? Foi Ele quem te concedeu a vida o que farás com ela longe de sua divina e maravilhosa vontade???
Conhecer a Cristo e optar por Ele em sua via de santidade é o melhor que cada pessoa pode fazer!

segunda-feira, 9 de maio de 2016


Ester
Ester foi levada junto ao Rei Assuero, a seu palácio. O rei amou-a [...], e ganhou ela as graças e o favor real mais que todas as demais jovens. tanto que o Rei colocou sobre sua cabeça o diadema real e a fez rainha em lugar de Vasti (Et 2).
Ester é uma jovem virgem, órfã, que foi criada por um tio que a amava muitíssimo e que a cuidou como se fosse sua filha e por ela velou mesmo depois que esta, por decreto de Assuero, foi levada ao palácio para o arem do Rei.
Algo importantíssimo, e que chama a atenção em Ester, é o fato de que ela conquistou as boas graças não só do Rei, a ponto de ser coroada rainha, mas dela se diz que "por onde passava conquistava as boas graças de todos que a viam" (Et 2,15). Ester possuía algo, que parece ser raro em nossos dias: CONVICÇÃO. Ester era quem era diante de Deus e diante dos homens, sua vida e jeito de ser, falam por si só.
Muitas vocações se perdem por falta de convicção. Os jovens vocacionados, por medo de assumir o chamado do Senhor- que é dom para todos- seja no seio da família, seja entre seus amigos, acaba não conseguindo dar uma resposta ao chamado.
A convicção é a virtude que nos leva a crer que, se Deus chama, Ele também dá a graça, é ela que faz a pessoa assumir a vocação como dom para si e para os demais e a vivê-la como caminho de felicidade único e irresistível, para a glória de Deus e salvação das almas.
Às vezes a pessoa pode não compreender o porquê do que Deus lhe pede, assim  como pode-se imaginar que Ester, a princípio não compreendia, isto porém não a fez um pessoa infeliz ou revoltada com Deus que permitiu que ela fosse tirada de sua família para satisfazer os prazeres do rei. ela ao contrário cofiou em Deus que de tudo tira um bem infinitamente maior.
Ainda que não compreendas os desígnios do Senhor, confia, Ele tem o melhor para ti!

segunda-feira, 2 de maio de 2016


O Rei Assuero e sua Rainha Vasti
Assuero deu um banquete para fazer manifestação de sua riqueza [...]. Estando o Rei com o coração alegre pelo vinho, ordenou aos eunucos que trouxessem à sua presença a Rainha Vasti , com o diadema real , para mostra a todos a sua beleza, ela porém recusou sujeitar-se à ordem do Rei [...] Assuero tendo consultado os sábios publicou um decreto que proibia Vasti de se apresentar novamente diante de dele, e que o título de Rainha seria conferido a outra que fosse mais digna (Et 1).
A narrativa do primeiro capítulo de Ester concede-nos dois pontos de reflexão o primeiro na atitude do Rei Assuero, ele orgulhoso de tudo aquilo que possui concede a todo o povo um banquete, no qual deseja mostrar sua riqueza, esta que o cega a ponto de considerar a própria Rainha como objeto, parte do seu tesouro, e de cuja beleza julga dispor como lhe apraz, porém, a rainha Vasti mostra o contrário com sua atitude e concede um segundo ponto à reflexão.
Vasti não aceita ser tratada como objeto, ainda que tal atitude lhe custe a realeza, ela tem consciência de sua dignidade de pessoa que riqueza alguma pode comprar. Perde a realeza humana, mas mantêm inabalada sua alta dignidade, ao contrário de Assuero que mesmo depois de tudo o que fez para dar vistas à sua riqueza, permanece no vazio, pois perdeu dois preciosos bens, sua dignidade, porque quem fere a dignidade do outro, fere também a si mesmo; e é também privado, por seus atos, da presença amorosa de Vasti e da contemplação de sua beleza.
Pode parecer que não mas as duas atitudes têm muito haver com o caminho de discernimento vocacional. quantas vezes as pessoas preferem o orgulho de mostrar suas "riquezas" (emprego, títulos, estudos, amigos, família, etc) à aceitar a grandiosa dignidade da vocação que o Senhor lhes concede???
Sabe-se de um outro jovem que preferiu o fulgor de suas riquezas à honra do seguimento de Cristo, e também a recompensa de sua resposta: a TRISTEZA (Mt 19, 16-22).
O Senhor, em sua bondade, concede a cada ser humano o grandioso dom de uma vocação que confere à pessoa chamada uma dignidade celeste à qual bem algum pode comprar. O que você escolherá?

segunda-feira, 25 de abril de 2016


Rute
Não insistas comigo, para que te deixe e me vá longe de ti. Aonde fores, eu irei, aonde habitares, eu habitarei. O teu povo é meu meu povo, e teu Deus, meu Deus. O Senhor trate-me com rigor se outra coisa a não ser a morte, me separar de ti (Rt 1).
Rute, nora de Noêmi, também ela viúva, escolhe permanecer com a sogra. Belo é ver a declaração de fidelidade e amizade de Rute para com Noêmi.
No caminho vocacional a amizade verdadeira, aquela fundada em Deus, torna-se verdadeira fonte de fidelidade ao Senhor. “Quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro”, diz a sabedoria de Deus.
Nos tempos atuais, assim como o amor, a amizade tem sido tratada frivolamente, tornando esta relação, que deveria ser tão bela, vazia de sentido, isso porque as pessoas não tratam, primeiro, de amizade com Aquele que deveria acompanha-las em sempre em suas relações: DEUS. Olha-se, normalmente, para Ele como um ser distante, superior, e que contabiliza todos os erros. Só que Deus não é assim! Ele quer caminha com seus filhos, ouvir suas aflições e comemorar junto suas vitórias e alegrias.
Amizades nascidas e cultivadas à luz do amor de Deus, essas sim são verdadeiras, pois nascem para a glória do Senhor!



terça-feira, 19 de abril de 2016

Em Brazlândia: Retiro dos funcionários JIMJ

"Vai e conta tudo o que o Senhor fez por ti, e como teve misericórdia de ti!"
Os funcionários do Jardim de Infância Menino Jesus, se reuniram em um fim de semana (01, 02 e 03 de abril)  de retiro, foram dias intensos de partilha e celebração da vida por meio da oração.
Por quê viver como presos entre os mortos se fomos feitos para cantar as maravilhas do Senhor?!
Sua misericórdia preenche o coração e a vida de todos aqueles que Dele se aproximam!
Rendemos graças a Deus que nos oportunizou estes dias!

segunda-feira, 18 de abril de 2016


Noêmi
Tendo morrido Elimelec, marido de Noêmi, e seus dois filhos, ela ficou só [...]. Então levantou-se Noêmi e partiu, porque ouviu dizer que o Senhor tinha visitado o seu povo e lhe tinha dado pão (Rt 1).
LEVANTOU E PARTIU, este tem sido um apelo constante do Papa Francisco, uma Igreja em saída, que não se acomoda no posto em que está, seja ele qual for.
Noêmi poderia ter-se prostrado em sua viuvez, e ainda sem o auxílio dos filhos, poderia ter-se rendido à uma condição de desprezo e mendicância a que as viúvas eram expostas, mas não!
Noêmi possui uma característica, essencial para os vocacionados: OUSADIA. A ousadia conduz a pessoa a uma vida de entrega confiante nas mãos do Senhor, que visita o povo e lhe concede pão. A ousadia dá passos destemidos rumo à felicidade, que a princípio é, de fato, um “ouvir falar”, mas com o tempo torna-se experiência viva. Não há felicidade maior, que aquela de caminhar, confiante, segundo os desígnios do Senhor, e felicidade é o que Ele deseja para cada um daqueles que Ele ama.



segunda-feira, 11 de abril de 2016


Dalila
Sansão amou Dalila. Os príncipes foram procura-la e disseram-lhe: “seduze-o e descobre de onde vem a sua grande força” [...]. Então lhe abriu todo o coração [...] Ela adormeceu Sansão e mandou cortar seus cabelos [...] quando acordou o Espírito do Senhor tinha se retirado dele (Jz 16).
Cristo, no sermão da montanha, ensina a multidão que o ouvia que cada homem guarda seu tesouro onde está seu coração. O fato é que o coração humano nem sempre está onde deveria, em Jeremias, o senhor declara que o Povo o deixou “fonte de água viva, para buscar cisternas furadas” (Jr 2,13).
Sansão foi consagrado ao Senhor, desde o seio materno, e possuía a força do Espírito, mas confiou seu coração, e seu tesouro, à pessoa errada.
Dalila, aqui, se apresenta como imagem do inimigo, diante da vocação. Ele é insistente, como vemos Dalila com Sansão, ela insiste até descobrir o segredo. Com Cristo aconteceu o mesmo, quando na tentação no deserto, mas Jesus sai vitorioso, porque estava sustentado pela oração que mantinha seu coração em Deus; ao contrário de Sansão que por ter aberto seu coração e confiado nos homens perde o Espírito que o fortificava.
Na história da salvação vemos aqueles que conduzem outros a Deus, que são sinal de sua presença, mas também vemos os “chamados” pelo inimigo, que vivem para perder os amados de Deus.
Sabe-se que cada pessoa carrega seu tesouro em vasos de barro, faz-se necessário confiar tal vaso em mãos seguras, para que não venha a se quebrar.

segunda-feira, 4 de abril de 2016


Sansão
Sentindo uma sede intensa, chamou ao Senhor: “Vós destes, disse ele, ao vosso servo uma grande vitória. Morrerei eu agora de sede?” Então Deus fendeu a rocha e dela jorrou água. Sansão, tendo bebido dessa água, recobrou ânimo e recuperou as forças (Jz 15).
O caminho vocacional, no qual cada pessoa busca viver a santidade, por vezes apresenta-se como caminho de aridez e provação. Sansão lembra que foi pela mão do Senhor que ele alcançou a vitória e isso o sustenta na oração até que do mesmo Senhor lhe venha a consolação.
Perseverar na oração, eis a grande chave da vivência vocacional. A oração, que une a alma humana em íntimo diálogo de amor com o Criador, sustenta cada pessoa na vontade do Senhor, mesmo quando parece que depois de tantas vitórias se está morrendo à míngua.
Aos que perseveram, o Senhor concede a água da Rocha, como a Sansão, e como em muitos momentos da história de Israel fez o Povo saltar de alegria à visão de suas grandes maravilhas!
Não raro é possível ver vocações sucumbirem pelo medo ou pela falta de fé, que torna o silêncio de Deus insuportável. Porém é preciso saber que o silêncio de Deus é também resposta! Quando Ele silencia e a pessoa pode experimentar a sensação de estar sozinho com suas fraquezas- como os discípulos na tempestade em que Jesus dormia- é que torna-se possível perceber que se há alguém que realiza o bem é Ele, e que o realiza na pessoa e por ela.
Cantar as maravilhas de Deus é louvá-l’O, sofrer os seus silêncios e demoras é crê-l’O e amá-l’O!

segunda-feira, 28 de março de 2016


Sansão
Havia em Sorá um homem, cuja mulher era estéril. O anjo do Senhor apareceu-lhe e disse-lhe: “conceberás e darás à luz um filho. Esse menino será o nazareno de Deus desde o seio de sua mãe” [...]. Ela deu à luz um filho e pôs-lhe o nome de Sansão. O menino cresceu e o Senhor o abençoou (Jz 13).
É próprio o ser humano se esquecer que foram as mãos de Deus que nos formaram, que Ele pensou em cada detalhe do nosso ser. O anjo, nesta passagem, anuncia não só o nascimento de Sansão, mas também sua eleição. Se todo nascimento fosse precedido de um anuncio celeste, com ele também viria o da eleição, pois em todos os casos narrados na Sagrada Escritura, foi assim, porque a toda pessoa Deus chama, porque a todos Ele plasmou com um desígnio de amor.
Deus chama e abençoa desde o seio, sem tirar, contudo, a liberdade de cada pessoa, mas é preciso dizer que a felicidade depende da adesão pessoal ao plano salvífico do Senhor, à vocação que ele escolheu para cada ser humano que modelou.

segunda-feira, 21 de março de 2016



Cantar ao Senhor o precioso dom da vocação é a alegria de todos o que são chamados, assim diz a canção: "hei de cantar ao Senhor, sempre e enquanto eu viver, hei de cantar seu amor..." sim, cantemos ao Senhor que nos amou e chamou!
Hoje, depois de uma longa pausa, voltaremos com o nosso tour pela Sagrada Escritura, refletindo os chamados bíblicos, para assim,  podermos rezar a celebrar nossa própria vocação!
Vamos lá, o Senhor chama a cada um de nós e "Eles também foram chamados"!
O nosso próximo chamado é...

Jefté
Jefté, o galaadita, era um valente guerreiro, filho de Galaad e duma meretriz. A mulher de Galaad deu-lhe filhos, e estes, tendo crescido, expulsaram Jefté, dizendo: “Tu não herdarás nada na casa de nosso pai, porque és um bastardo” (Jz 11)
Deus sabe quem é o ser humano que criou, obra de suas mãos, vê o coração e as intensões nele ocultas. O que nossos olhos veem primeiro, Jefté o filho da prostituta ou Jefté o varão, valente guerreiro?
Vocacionados à santidade, cada pessoa, nos encontros do dia a dia, é convidado a ver o melhor de cada um, como o nosso Pai Deus, pois nosso coração vê primeiro o que foi acostumado a ver. Acaso estará a dignidade de cada homem e mulher na condição de vida de seus pais? Se os homens levam em consideração tais realidades, é bem próprio de Deus, ao contrario, escolher o pobre, fraco e desprezível aos olhos humanos, para confundir o seu orgulho.
Assim acontece com aqueles que expulsaram Jefté, filho da meretriz, humilhados, e depois vão atrás de Jefté o valente guerreiro, pedir sua ajuda e confiar a ele a chefia do povo de Israel.
A santidade consiste na busca de associar a vontade humana à Vontade de Deus, pedindo que Ele possa olhar, ouvir, falar e amar em cada pessoa. Na caminhada vocacional, muitas vezes, será preciso descer de seu orgulho, e ir atrás daqueles que os olhos, ouvidos, mãos e coração rejeitam, pois nestes habita Deus, foi nestes, que Ele, talvez, plantou o valente guerreiro, no filho da meretriz.
Senhor, meu grande amigo, peço-te venhas olhar em mim, ouvir em mim, falar e amar em mim. 
Desperta meus olhos para o bem, a fim de que eu o reconheça sempre, em primeiro lugar, para que possa desprezar o mal, e sempre acolher o pecador.
Senhor faz-me ver também o que há de melhor em mim para que possa oferecer-te, que não haja em mim maior alegria que encontrar-te sempre em todo lugar! Amém!


sábado, 19 de março de 2016

Discernimento vocacional na quaresma

Caminho quaresmal: Vocacionados à misericórdia!

A misericórdia se constitui em acolher, no próprio coração a miséria do outro, ou seja, misericórdia envolve humildade e perdão, virtudes que nos levam a acolher os outros, e a nós mesmos, como são.
A misericórdia passa pelo olhar, como podemos ver nas atitudes de Jesus: "olhando-o, o amou" (Mc 10,21). Jesus olha para aquele jovem e para muitas outras pessoas que se aproximam d'Ele com misericórdia: ama, independente do sim ou do não, acolhe e chama, mesmo conhecendo as misérias.
Por que falar da misericórdia a nível vocacional???
Porque Deus nos fala em nosso próprio coração e também nos fala através do outro, porém, muitas vezes as pessoas deixam a graça passar, por estar julgando, criticando e olhando com indiferença a si mesmo e aos outros.
Por vezes, os vocacionados são induzidos a pensar que o discernimento e vivência vocacionais só se dão nos encontros para este fim, mas vocação é CHAMADO À SANTIDADE, e esta deve ser vivida SEMPRE, por isso, Deus te chama hoje a vivê-la onde você está e não só a partir do momento em que descobrir sua vocação específica.
Assim, a vivência da misericórdia torna-se inteiramente vocacional como caminho de santidade e caminho muito exigente por sinal. Faz-se necessário grande humildade para ser capaz de, primeiro, reconhecer a própria miséria, para depois ter coragem de lançar o coração, repleto de amor, sobre a miséria do outro. Eis o amor misericordioso, sobrenatural, querido por Deus!
Fala-se tanto dos insistentes pedidos do Papa Francisco para que os cristãos se desinstalem, porém, o que cada pessoa tem feito para isso? Desinstalar-se é uma decisão ousada, exigente, mas ao mesmo tempo de descoberta do dom e da maravilha que Deus tem pra cada pessoa que se decide por Ele. Caminho de liberdade que se fortalece na oração, se enraíza nas terras do Céu, que começa aqui e se traduz em vida de felicidade!
VOCÊ TOPA???
#VemSerOblata
#VemSerFeliz

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Discernimento vocacional na quaresma

“Conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração” (Os 2,16)

O tempo quaresmal pode ser uma oportunidade valiosa da graça na vida de um vocacionado que busca o discernimento vocacional. 
Este é, em verdade, tempo de um grande retiro, em preparação para a Páscoa em que o Senhor conduz cada alma, que verdadeiramente se dispõe a viver a quaresma, ao deserto, para aí falar-lhe ao coração. A estes Ele não mede as delicadezas de amor, inunda, em verdade, a alma!
Algumas práticas, intensificadas na quaresma, garantem a excelência do discernimento:
1- ORAÇÃO: nunca será muito falar e enfatizar as riquezas inesgotáveis deste precioso trato de amizade, a oração faz almas fortes! A oração para um cristão, e mais ainda para um vocacionado, não deve ser apenas obrigação, mas um ato voluntário e , talvez, até inevitável do coração que ama e, por isso, quer estar perto e tratar de amor com o Amado. A oração tem sido irresistível em tua vida de cristão vocacionado? 
2- FREQUÊNCIA NOS SACRAMENTOS: a frequência nos sacramentos garante a vida da graça na alma e, consequentemente, um trato sempre mais íntimo de amizade com o Senhor que chama. Por meio da confissão assídua e sincera, o cristão católico reconhece sua fraqueza, quando prefere a si mesmo ou ao mundo à vontade de Deus, a confissão não só faz renascer a vida da graça, com também a fortalece no combate ao pecado. 
Força sem medida é também a Eucaristia, presença real do próprio Cristo em seus amados. Haverá maior prova de amor? E por que, então, te demoras no dizer teu sim?
3- MORTIFICAÇÃO: por meio da mortificação o fiel aprende a distinguir, em si, os caprichos e fraquezas do “homem velho”, que jamais deixará de estar em cada pessoa, porém é possível revestir-se de “homem novo” transformando o agir, no abandono à misericórdia de Deus, que mesmo conhecendo a fraqueza de cada um, ainda assim chama.
Assim o caminho quaresmal, pode ser vocacional, à medida que a vida vai se tornando busca constante da Vontade de Deus! 
Tenha coragem, ouse um pouco mais!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Tempo da quaresma: já é hora de ser autêntico!

Iniciamos, na quarta feira de cinzas, dentro do ano litúrgico, o período quaresmal, chamado de "tempo forte" e cheio de graças, contudo o tempo quaresmal tem sido tratado com certa "pobreza", eu diria, quarenta dias em que não se bebe coca-cola, deixa de tomar açaí, não se come chocolate... A quaresma é mais profunda que isso! De que adianta tudo se no domingo de Páscoa comemos e bebemos por tudo que deixamos?
A mortificação é muito importante, pois nos lembra do nosso único essencial, porém se não está acompanhada de um verdadeiro propósito para o nosso bem espiritual, se torna um ato vazio de sentido, a prova disso é a forma como esperamos e vivemos o domingo de páscoa!
Ninguém deixa de ser santo por beber coca-cola, ou comer hott-dog, o Papa João Paulo II não pedia por jovens santos que fizessem justamente isso?
O que nos afasta do caminho de santidade é nosso olhar de condenação e julgamento nossas palavras que ferem, a profanação do corpo por diversos modos e ainda a sua exposição a olhares cobiçoso... 
Diariamente vemos pessoas e grupos que se levantam contra a corrupção, exploração, a injustiça e tantas outras causas, porém, somos medíocres na vivência da fé, damos o mínimo, aquilo que podemos suportar e depois nos esbanjamos, e na quaresma seguinte fazemos as mesmas mortificaçõezinhas e nada muda! A quaresma é mais que isso! 
Gandhi dizia que "devemos nos tornar a mudança que desejamos ver" que tal começarmos sendo cristãos autênticos?! Sim porque assim não precisaremos gritar, nossa vida falará! 
O que você precisa transformar em você mesmo, à luz do amor do Senhor?! Peça a graça, confie e Ele te dará. Desejo a todos um santa e abençoada quaresma!

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Novena 2016

9º Dia: Madre Ana Oblata do Menino Jesus.
“Logo me irei deste mundo. Pedi a Jesus que tenha piedade da minha alma.”
         Alma inteiramente consagrada a Deus, a Madre Ana levou a sua oblação até o fim. Aquilo que ela aprendia pela contemplação estando aos pés do Senhor seja com os olhos na Gruta de Belém, seja aproximando-se do Coração Chagado, ela o praticava em cada pequeno ato e porque foi fiel no pouco, nos pequenos detalhes da vida quotidiana o Senhor lhe concedeu o muito “no seu rosto, ficava uma expressão de sorriso, fruto de uma certeza: entrar na plenitude da Riqueza, prometida a quem ‘perde a sua própria vida por causa do reino’ (Mt 16, 25). Eis o modo supremo de realizarmos a nossa oblação: “perder a própria vida” e disso toda a vida da Fundadora é expressão. “Ó meu caro Jesus, quanto me seria agradável e gaudioso dar por vós o sangue e a vida... mas como não me chamastes a países infiéis para ganhar a palma do martírio, a substituirei com as boas obras: com a humildade, com a pureza, com a paciência , com a caridade, com todas as virtudes.”

“As ‘convittrici’ devem ser luz do mundo e sal da terra, conhecer e fazer-se conhecer com a alma destacada de todos os interesses e fins mundanos, dedicadas unicamente à glória de Deus e ao benefício espiritual das almas reunidas pelo Sangue preciosíssimo de Jesus. Não devem estar imersas continuamente nos afazeres e ocupações mundanas, mas não devem também repousar-se sempre numa ininterrupta meditação... (DCE 175).

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Novena 2016

8º Dia: Amor que transborda e contagia
         Sabe-se que os fundadores sempre zelaram pela caridade fraterna e que “uma maravilhosa harmonia reinava entre elas- as primeiras Oblatas- e cada uma cumpria o seu dever na obediência e no respeito à Madre, que por sua parte, precedia a todas com o exemplo das suas virtudes e as estimulava e acompanhava com os seus amorosos conselhos”.
“O amor que elas tinham para com Jesus suscitava o grade desejo de trabalhar no mundo pra que Ele fosse amado pelos homens. E considerando a aniquilação que o Filho de Deus sofreu, de Belém até o Calvário, para a salvação das almas, sentiam-se fortemente estimuladas a se darem a si mesmas, totalmente, pra cooperar com Ele na obra da salvação, dedicando-se ao apostolado.”

Mais de três séculos depois, o Senhor ainda suscita almas que empolgadas pelo mesmo ideal, se deixam contagiar pelo carisma doado pelo Santo Espírito à Madre Ana e ao Pe. Cósimo, buscando a santidade e nutrindo no coração o desejo de um dia “ser cheias de bons desejos, adiantadas na vida espiritual, desprendidas das vaidades deste mundo, exercitadas na virtude, prontas na obediência, aplicadas, de coração à oração mental, à mortificação, ao recolhimento e ao silêncio; desejosas e anelantes da Perfeição Evangélica” (Pe. Júlio Natalini).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Novena 2016

7º Dia: Aceitação da Cruz
         “A virtude não se improvisa, qualquer pessoa que queira seguir a Deus e cumprir as obras de bem, pode chegar à plena realização e gloria, somente após ter subido até a sumidade do Calvário, à semelhança de Cristo.”
         A Madre Ana colocou sempre a sua vida nas mãos do Senhor e a aceitação da cruz era a expressão de sua total confiança, porque sabia que não estava sozinha e era capaz de descobrir assim o valor do sofrimento: “abandonava-se totalmente em Jesus, crucificado, aceitando e oferecendo a Ele, com amor sempre maior, tudo aquilo que a fazia sofrer, na certeza de que isso realizaria a sua purificação espiritual e a sua santificação.”
         O sofrimento em sua vida foi sempre motivo de santificação e entrega, de desprendimento da terra e elevação do seu coração ao amor de Deus “tudo que me está acontecendo é Vossa permissão, Senhor, e sem dúvida, para o meu bem...” (Madre Ana) “Os numerosos sofrimentos tinham suavizado o seu caráter, e as muitas contrariedades a tinham desprendido sempre mais da terra, elevando-a par o eterno”.

         “Tinha aprendido a não confiar muito nos homens, mas a colocar somente em Deus toda a sua confiança” porque “a Cruz não faz vitimas, faz SANTOS!”

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Novena 2016

6º Dia: Contemplação do mistério de Belém
         “Ana nutria, desde menina, uma grade e excepcional ternura para com o Menino Jesus. Nele entrevia o símbolo de um ideal incomparável, de ingenuidade e de inocência, que se esforçava por imitar.”
         São João lançou um “olhar de águia” sobre toda a vida de Cristo, vendo em cada detalhe o infinito amor do Senhor, de tal modo que não se cansava de proclamar que “Deus é amor.” Os fundadores por inspiração do Santo Espírito, o Amor de Deus, lançaram este “olhar de águia” sobre pontos específicos da vida de Cristo, assim a Madre Ana e o Pe. Cósimo deixaram-se conquistar pelo Menino Jesus fazendo-O Objeto do seu amor.
         As Irmãs Oblatas do Menino Jesus “adorando o Filho de Deus que quis nascer de uma mulher, contemplando o seu amor infinito no semblante de um ‘Menino envolto em faixas e deitado numa manjedoura’, escutam seu convite para se tornarem mansas e humildes de coração, e imitam a sua submissão e laboriosidade na Sagrada Família” (Const. 6, 2).

         A Madre Ana sabia que a fé verdadeira se prova nas obras e por isso o amor que cultivava pelo Menino Jesus se tornava sempre mais vivo em seu coração virginal e tomava forma e substancia nas obras de apostolado. Buscava que Cristo fosse conhecido e amado, reconhecendo-O no semblante de cada irmão, o seguia de Belém ao Calvário.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Novena 2016

5º Dia: Vivência dos votos
         Os votos são expressão da total liberdade. O Senhor que elege, separa e chama, cobre a cada uma com as insígnias de esposa sua, dando a graça de tê-Lo como único amor, para n’Ele amar a todos , como único tesouro e Senhor . Assim a Madre Ana tinha entregado o Seu coração ao Senhor, e antes mesmo de fundar a Congregação já tinha feito, com a permissão do Pe. Cósimo, os votos de Castidade, Pobreza e Obediência.
         “Meu Deus depois que me circundastes com tantas finezas de amor, como poderia procurar as coisas da terra! Vós sois o meu Bem... Vós sois para mim Honra, Riqueza e motivo de satisfação profunda.” O seu coração estava inteiramente consagrado ao Senhor de modo que sua consciência delicada era capaz de perceber a menor sombra de ameaça à sua consagração. Levava uma “vida de contínua tendência à santidade. Por causa desse amor para o qual convergia todo o seu ser, ela guardou sempre intacta a sua virgindade... porque ela enfrentava e dominava, com as armas da oração, dos Sacramentos e da mortificação e penitência” todas as ciladas e insídias do mal. “O seu coração era desprendido das coisas da terra” e não admitia que a obediência fosse esquecida.

         “conceda-vos o Senhor grande fidelidade... como convém a almas empolgadas pelo ideal da beleza espiritual e irradiando da vossa santa convivência o bom odor de Cristo, não como escravas sob o julgo da lei, mas como mulheres livres sob o influxo da graça” (Reg.48).

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Novena 2016

4º Dia: Devoção a São José
         “Ajoelhou-se e, com os olhos cheios de lágrimas, invocou intensamente a proteção de São José, numa oração profunda e confiante, em que pediu ser libertada daquela angustia, ou, senão, obter mais força para aceitá-la”.

         O Santo do silêncio, talvez esta seja a melhor forma de descrever São José, e este homem em seu absoluto silêncio tanto nos tem a ensinar, porque o amor não precisa fazer barulho para fazer-se notar, assim vemos na vida da Madre Ana, como São José em seu silêncio a conduzia à vontade de Deus. “Aquela oração sincera de um coração aflito e cheio de confiança, foi logo atendida...” E não poderia ser diferente quando se tratando daquele que foi considerado digno de ter a Santíssima Virgem por esposa sendo-lhe guardião e o Menino Jesus por filho, para proteger e educar. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Novena 2016

3º Dia: Devoção à Virgem Maria
         “O fato de que Nosso Senhor não esteja em tantos corações, deve-se a que a Virgem Imaculada não seja suficientemente amada e conhecida” (São Luiz Maria).
         Maria é, sem dúvida, o caminho mais curto para se chegar a Deus. Foi por meio Dela que Ele quis chegar até nós e não será sem Ela que Ele nos levará a si! Ana “ainda no colo da mãe, aprendeu a amar muito Nossa Senhora” “com incessante confiança e terno afeto elevava continuamente os olhos a Maria e a contemplava como modelo de todas as virtudes.” (Const. 16, 3)
         A devoção à Santíssima Virgem nos leva a contemplar os mistérios da vida de Cristo com o seu mesmo olhar, como ela, a Virgem Santa, os contemplava deste modo a Madre Ana contemplava a gruta de Belém e sabendo que não podia ser mãe do Menino que amava, desejava ao menos ser-lhe a nutriz e segui-Lo até o Calvário porque Maria foi, “Mãe do belo amor, de Belém até ao Calvário... Maria experimentou, ao longo de toda a sua vida, os valores que são os da consagração religiosa.”
Jamais se ouviu dizer que um filho de Maria tenha sido por ela desamparado, esta terna Mãe não cessa de nos favorecer, a Madre Ana movida pela gratidão e pelo profundo amor, “gostava de visitar as igrejas dedicadas a Nossa Senhora... abria o Seu coração à Mãe Celeste, apresentava-lhe as suas aspirações e desejos e desabafava com Ela as aflições do coração, recebendo sempre luz, conforto e coragem para enfrentar tudo e continuar.”

         “Não temas receber Maria!”

domingo, 31 de janeiro de 2016

Novena 2016

2º Dia: Perseverança na oração
“Apesar das muitas ocupações e fadigas que o seu trabalho comportava Ana com a sua surpreendente capacidade organizativa, sabia encontrar tempo para cultivar o seu espírito, na oração e na contemplação...”
A oração é a alma de todo apostolado fecundo, porque é o amor que se cultiva aos pés do Senhor que é semeado nos corações daqueles que trazem em si os traços da imagem e semelhança do Senhor, que chamou os Apóstolos para que estivessem com Ele e depois os enviou para anunciar. Com a Madre Ana não podia ter sido diferente. A oração foi nos momentos mais importantes e decisivos de sua vida o seu firme apoio, “em verdade Ana fazia tudo para Deus e para sua glória...”
“Aquilo que havemos de tirar da oração hão de ser os afetos e desejos santos que se formam primeiro interiormente no coração para que depois a seu tempo saiam em obras.” Isso faz com que a oração não seja um momento isolado durante o dia, mas que seja contínua e se transforme e atos no dia a dia.
A Madre Ana aprendeu a ver em tudo a vontade do Senhor, “a oração era o meio que a conduzia ao encontro pessoal com Jesus...” por quem nutria um grande amor, Ele “era o seu Esposo, ela o amava com todo o seu coração, não admitindo nenhum outro afeto.” Como pode a esposa não dedicar tempo ao Esposo?!

Nós “consagradas mais intimamente a Deus por meio dos Conselhos Evangélicos... aprendamos na oração, a exercer o culto espiritual... de modo a nos tornarmos, nós mesmas, sacrifícios espirituais sempre mais agradáveis a Deus no qual buscamos toda a alegria de coração” (Const. 71, 3).

sábado, 30 de janeiro de 2016

Novena 2016

1º Dia: Madre Ana modelo de virtudes
“Criatura maravilhosa, cinzelada obra prima da graça e da natureza, pela sua grade humildade, quis ficar sempre escondida durante a vida e até depois da sua morte. Ela procurou, na vida não fazer barulho, mas fazer o bem, numa atitude de humildade evangélica e de serviço.”
Compreendendo o sentido profundo do batismo que é o chamado à santidade, a Madre Ana durante a sua vida procurou crescer em virtude a fim de alcançar a coroa da glória e poder cantar o canto dos eleitos, mas isso não sem a plena consciência de que “era pecadora, portanto, estava sempre em atitude de conversão e de questionamento espiritual.”
“O mistério de Belém e de Nazaré é aquele do humilde escondimento do Senhor” (const. 13, 1). O Amor é silencioso e a Madre Ana entendeu e viveu este silêncio fecundo e não só o viveu como o ensinou e continua a mantê-lo vivo na Congregação, certamente não por si mas pela força do mesmo Espírito que nela agia.

Somos chamadas a imitar este sublime exemplo de virtude porque “uma filha não pode agradar tanto à sua Madre, quanto imitado as suas virtudes...” (Pe. Cósimo) Faremos isso não buscando grades coisa porque ‘sabemos de não ter sido chamadas a cumprir as grades obras, mas aquelas mais comuns e de pouco valor porque toda obra é grade não por si mesma, e sim pala presença do Senhor que lhe confere valor infinito (Const. 13, 4).”

sábado, 2 de janeiro de 2016

Ser Oblata...

Ser Oblata...
Eis nossa grande Missão...
 levar Jesus Menino aos corações daqueles que se aproximam de nós!


Artista: Liz de Souza (Obrigada Liz, você leva Jesus Menino a muitos corações com a sua arte!)