domingo, 10 de agosto de 2014

Dia dos pais- A paternidae do Santo Patriarca sobre Jesus

Os evangelhos designam São José com pai em várias ocasiões. Assim devia tratá-lo Jesus na intimidade do lar de Nazaré, e assim era Jesus considerado por quem o conhecia: era o "filho de José". E, efetivamente, José exerceu as funções de pai dentro da Sagrada Família: foi ele quem pôs o nome a Jesus, quem empreendeu a fuga para o Egito, quem escolheu o lugar de residência ao voltarem de lá. E Jesus obedeceu a José como a um pai: "Desceu com eles e veio par Nazaré e era-lhes submisso..."
São José teve para com Jesus verdadeiros sentimentos de pai; a graça acendeu naquele coração bem disposto um amor ardente pelo Filho de Deus, mais do que se se tivesse tratado de um filho por natureza. José cuidou de Jesus amando-o como filho e adorando-o como Deus. E o espetáculo- que tinha constantemente diante dos olhos- de um Deus que dava ao mundo o seu amor infinito era um estímulo para amá-lo ainda mais e para se entregar a Ele cada vez mais, com uma generosidade sem limites.
Amava Jesus como se realmente o tivesse gerado, com um dom misterioso de Deus outorgado à sua pobre vida humana. consagrou-lhe sem reservas as suas forças, o seu tempo, as suas inquietações, os seu cuidados. Não esperava outra recompensa senão poder viver cada vez melhor essa entrega da sua vida. O seu amor era ao mesmo tempo doce e forte, sereno e ardente, emotivo e terno. Podemos imaginá-lo tomando o Menino em seus braços, embalando-o com canções, ninando-o para que dormisse, fabricando-lhe pequenos brinquedos, tendo-o junto a si como fazem os pais, fazendo-lhe carícias que eram atos de adoração e testemunho do mais profundo afeto. Viveu constantemente surpreendido de que o Filho de Deus tivesse querido ser também seu filho. Temos de pedir-lhe que nos ensine a amar e tratar o Senhor com ele o fez. (Falar com Deus Vl. 6 Md. 22, III)
Hoje dedicamos o dia aos nossos pais! Que melhor exemplo de paternidade que o de São José?! Peçamos a ele que interceda ao Senhor por todos os pais. Se pai torna-se cada dia mais difícil, o mundo tenta deturpar estas figuras tão importantes na vida de cada pessoa, por isso, ser pai, é vocação, é desafio. 
Que o Senhor olhe por aqueles pais que não conseguem ser exemplo na vida dos filhos, que sabem ser verdadeiros educadores, por aqueles que abusam do poder, que maltratam os filhos; por aqueles que, mesmo tentando, acabem sendo figuras negativas na vida dos filhos; por aqueles que abandonam...
Coloquemos também diante do olhar compassivo do nosso Deus aqueles pais que assumem corajosamente a missão a eles confiada e buscam sempre em Deus a força necessária para educar e acompanhar seus filhos durante a vida. Por fim, confiamos ao Senhor os pais que já foram chamados ao encontro eterno, aqueles que estão no purgatório, para que possam chegar logo ao Céu e por aqueles que contemplam a Deus face a face, que roguem por seus filhos e esposas junto a Deus.
São José, pai de Jesus, rogai por nós e por nossos pais!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Vocação, você já pensou nisso?

Quando dizemos que uma pessoa leva jeito para determinada atividade, e a faz bem feita e com facilidade, costumamos dizer que ela tem vocação. O termo vocação deriva do latim "vocare" que quer dizer chamar, ou "vocatio", que significa chamado. Para nós cristãos, é pois um chamado de Deus, que quer contar com nossa ajuda para realizar seu plano de amor. Deus nos conhece e nos chama para uma determinada missão, antes mesmo de nascer, como está no livro do profeta Jeremias: "Antes que eu te formasse no ventre de tua mãe, te conheci, e antes que nascesses te consagrei e te designei como profeta às nações" (Jr 1,5). Mas Deus não tira nossa liberdade, Ele não nos impõe uma camisa de força. Ele deixa que respondamos a esse chamado livremente. 
Muitas vezes, quando falamos em vocação, pensamos somente nos consagrados, padres e freiras; mas devemos nos lembrar de que todos nós somos vocacionados, isto é, chamados a sermos colaboradores na construção do Reino de Deus. Por isso, é importante descobrir a que Deus nos chama. Podemos dizer que o primeiro chamado que Ele nos faz é à vida e, assim, somos chamados a participar da construção da sociedade em seus diversos aspectos. 
No batismo, somos chamados para uma missão particular, a de sermos cristãos e viver nossa identidade cristã, no segmento de Jesus. Ao mesmo tempo que a vocação é um chamado de Deus, é também uma resposta pessoal. Todo aquele que chama espera uma resposta, e cabe a cada um responder segundo o seu coração. 
Mas, e se for difícil esta resposta? E se eu não tiver, certeza do que quero? A Pastoral Vocacional é um bom caminho para quem deseja buscar uma resposta sobre o sentido da vida. Ajuda os que se sentem chamados a crescerem na fé, tornando-os capazes de descobrir e discernir a própria vocação e missão a serviço da comunidade. Ao descobrirmos nossa vocação, partimos a buscar. A vocação exige coragem para optar por um voo mais alto; mas nem sempre é fácil, temos que deixar algo para trás. Não perdemos nada, apenas abrimos mão de algumas coisas tendo em vista outras melhores. 
Quem opta pelo sacerdócio é chamado a assumir o ministério na Igreja no serviço aos irmãos. O padre é o guia e animador da comunidade. Tem a missão de ensinar, santificar e coordenar o povo de Deus. É dever dele continuar a missão de Jesus, por meio do anúncio do evangelho e do testemunho da palavra. Já dizia São João Maria Vianney: "O padre não é padre para si mesmo ( ... ) Ele não existe para si mesmo, e sim para os outros". Então, o presbítero deve viver sua vocação no contato com o povo, inserido no meio dele, conhecendo suas realidades e seus desejos. É esse o pedido do papa Francisco, 'que os pastores tenham o cheiro das ovelhas'. No povo de Deus, algumas pessoas são chamadas a consagrarem inteiramente sua vida a Ele, vivendo os votos de castidade, pobreza e obediência. São os religiosos, conhecidos popularmente como freiras, freis, irmãos, monges. Pertencem a uma ordem ou congregação religiosa. Cada uma dessas ordens ou 
congregações tem seu carisma próprio, isto é, seu serviço especifico prestado à Igreja e ao mundo. 
A vocação laical é a dos leigos. Estes são todos os fiéis que, unidos a Cristo pelo Batismo e membros do Povo de Deus, são chamados a atuar na família e na sociedade dando verdadeiro testemunho cristão dentro das realidades nas quais se encontram no dia a dia. Onde estão os leigos, aí está a Igreja de Cristo. "Os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja: graças a eles a Igreja é o princípio vital da sociedade humana. Por isso, especialmente eles devem ter uma consciência sempre mais clara não somente de pertencerem à Igreja, mas de serem Igreja" (Pio XII). 
Entre os leigos, encontra se a vocação matrimonial. Os chamados ao matrimônio têm a missão de cooperarem com o Criador na geração e cuidado da vida. Homem e mulher, chamados por Deus a se unirem pelo sacramento do matrimônio, concretizam, em sua vida conjugal, aquele amor com que Cristo amou a Igreja. Constituindo famílias, tornam-se formadores de novos cristãos para a Igreja e cidadãos para a sociedade. Vivem, por tanto, sua vocação na entrega sincera do amor de um pelo outro. 
São varias as vocações para seguir. E Deus não se cansa de nos chamar. Basta que saibamos escutá-Lo e perceber com qual me identifico. Não é fácil escolher um caminho. Renunciar, escolher, sairmos de nós mesmos para abraçar o chamado que Deus nos faz, num mundo que se mostra cheio de oportunidades, algumas boas, outras nem tanto. 
Que tenhamos a coragem de ir contra a corrente, vivendo nossa vocação e assumindo nossa missão como cristãos evangelizadores, engajados no serviço ao Reino de Deus. Você não está no caminho por acaso, plante essa ideia. Eu fiz minha escolha. E você, já pensou nisso? Vem, Ele te chama! 

Sem. Luis Henrique de Azevedo

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Eles também foram chamados!

A torre de Babel
Façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja os céus. Tornemos assim, célebre o nosso nome, para que não sejamos dispersos pela face da terra. (Gn 11)
Seria muito autossuficiente de nossa parte querer chegar a Deus sem Deus! Mas foi isso que aconteceu ao povo em Babel, esqueceram-se que é inútil vigiar se não for Ele o guarda; é inútil lutar se não for Ele a força; é inútil caminhar se não for Ele a meta...
Babel é o oposto da proposta que nos tem feito SS. o Papa. O primeiro prega o comodismo e o conforto, desejando uma vida estável; ao passo que o segundo convida a nos desinstalarmos e fazer nascer uma Igreja em "saída" que não se acomoda.
O povo de Babel queria tornar conhecido o próprio nome por meio de sua obra, nós somos chamados a tornar célebre o nome do Senhor, anunciando a sua obra, primeiro em nós e também no mundo, não por meio de uma grande "torre" mas por meio das pequenas obras do dia a dia, porque são essas que verdadeiramente, tocam o Céu!
Atos que talvez ninguém veja. Um bom dia, um sorriso, um olhar, o perdão que tanto nos custa, os sacrifícios aceitos por amor e na liberdade... O Senhor passa por nós a cada minuto, não é mesmo? Aproveitamos? Caminhamos na sua presença a exemplo de Noé, ou estamos demasiado preocupados em tornar célebre o nosso nome, construindo torres que longe de tocar o céu, geram dispersão?!
caminhemos com o Senhor e na alegria do Evangelho anunciemos o seu Nome!

domingo, 3 de agosto de 2014

Vocação sacerdotal

Todo batizado inserido na tríplice missão de Cristo como sacerdote, profeta e rei participa na santificação do mundo. dentre os batizados com um sacerdócio comum a todos, o Senhor chama alguns ao sacerdócio ministerial, consagra-os no sacramento da ordem e os faz imagens de si. A identidade do sacerdote é a identidade do próprio Cristo que na vida de cada sacerdote se faz presente no mundo fazendo o bem.
O sacerdote age in persona Christi. Consagra a Ele suas mãos, que oferecem o Sumo e eterno Sacrifício e abençoam; seu olhar, que compreende; a voz que anuncia, perdoa e chama as ovelhas dispersas; seu ouvidos, que acolhem as angústias e alegrias do Rebanho; e seu coração, que amando leva ao coração do Pai os filhos a ele confiado. O sacerdote é instrumento, quem age é Cristo, a vocação sacerdotal, não é privilégio, mas serviço e entrega, é vida para a vida do povo.
Um sacerdote, será sempre um sacerdote, sua alma é marcada pelo próprio Deus no sacramento como propriedade sua. Aonde quer que vá o sacerdote, será sempre o homem das mãos ungidas.
Neste dia, nesta semana, rezemos por nossos sacerdotes para que encontrem no coração chagado do Senhor força para a caminhada, que suas mãos estejam sempre dispostas a oferecer o Santo Sacrifício e que não lhes haja alegria maior do que subir ao Altar.
Rezemos também por todos aqueles que trazem no coração a semente da vocação sacerdotal, que todos as cultivem com religiosíssimo cuidado para que não falte à messe do Senhor santos operários.
Maria, Mãe e Guardiã, do todos os sacerdotes, rogai por estes teus filhos "prediletos"!



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Mês das vocações

Iniciamos hoje o mês dedicado às vocações, um mês repleto de festividades, de testemunhos de tantos santos que seguindo o Senhor deram-nos exemplo de fidelidade ao chamado. É um tempo que somos todos convidados a refletir, assumir e celebrar a vocação, tanto os que ainda estão discernindo, como aqueles que já deram passos que já assumiram sua vocação, porque o sim se renova a cada dia, na oração, na vida, no compromisso de optar pelo Senhor e por seu Reino, de justiça e paz. Para abrir este mês comecemos por louvar e refletir a vocação de todos nós, a vocação à santidade, dela ninguém está fora, todos somos chamados a ser santos!