sábado, 30 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Semana Santa
Acompanhemos nestes dias o caminho percorrido por Jesus ao Calvário.
Com Maria, nossa Mãe, ser-nos-á mais fácil conseguir seguir a Jesus no caminho da CRUZ, e por isso cantamos-lhe com o hino liutúrgico: "Ó doce fonte de amor! Faz-me sentir a tua dor para que chore contigo. Faz-me chora contigo e doer-me deveras das tuas penas enquanto vivo; porque desejo acompanhar o teu coração compassivo na cruz em que o vejo. Faz com que a sua cruz me enamore e que nela viva e habite..."
(CARVAJAL, Francisco Fernández. Falar com Deus: Quaresma, Semana Santa, Páscoa. São Paulo: Quadrante, 1995, p. 230)
terça-feira, 19 de março de 2013
Entenda o significado de cada parte do Brasão escolhido pelo Papa Francisco
Símbolo do Pontificado
Entenda o significado de cada parte do Brasão escolhido pelo Papa Francisco
Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal)
(Tradução: Jéssica Marçal)
A
Santa Sé divulgou, na manhã desta segunda-feira, 18, o brasão do Papa
Francisco. O símbolo possui a mensagem “Miserando atque eligendo” que
significa “Com misericórdia, o elegeu”.
Nos traços essenciais, o Papa Francisco
decidiu manter seu brasão anterior, escolhido desde sua consagração
episcopal e caracterizado por uma simples linearidade.
O escudo azul é coberto por símbolos da
dignidade pontifícia, iguais aqueles de Bento XVI (mitra posicionada
entre chaves de ouro e prata entrecruzadas, unidas por um cordão
vermelho). No alto, está o emblema da ordem de proveniência do Papa, a
Companhia de Jesus: um sol radiante e flamejante carregado com as
letras, em vermelho, IHS, monograma de Cristo. A letra H é coberta por
uma cruz em ponta e três pregos em preto.
Abaixo encontram-se a estrela e a flor
de nardo (cacho de uva). A estrela, de acordo com a antiga tradição
aráldica, simboliza a Virgem Maria, mãe de Cristo e da Igreja; enquanto a
flor de nardo (cacho de uva) indica São José, patrono da Igreja.
Na tradição da iconografia hispânica, de
fato, São José é representado com um ramo de nardo nas mãos. Colocando
no seu escudo tais imagens, o Papa pretendeu exprimir a própria
particular devoção à Virgem Santíssima e a São José.
O lema
O lema do Santo Padre Francisco é tirado
das Homilias de São Beda, o venerável, o sacerdote (Om. 21; CCL 122,
149-151) que, comentando o episódio evangélico da vocação de São Mateus,
escreve: “Viu Jesus um cobrador de impostos e como o olhou com
sentimentos de amor e escolheu-o, disse-lhe: Segue-me”
Esta homilia é um tributo à misericórdia
divina e é reproduzida na Liturgia das Horas da festa de São Mateus.
Essa reveste um significado particular na vida e no itinerário
espiritual do Papa. Na verdade, na festa de São Mateus, do ano 1953, o
jovem Jorge Mario Bergoglio experimentou, aos 17 anos de idade, de modo
muito particular, a presença amorosa de Deus na sua vida. Em seguida de
uma confissão, sentiu tocar o coração e a descida da misericórdia de
Deus, que com olhar de terno amor, chamava-o à vida religiosa, sob o
exemplo de Santo Inácio de Loyola.
Uma vez eleito Bispo, Dom Bergoglio, em
memória de tal acontecimento que marcou o início da sua total
consagração a Deus na Sua Igreja, decide escolher, como lema e programa
de vida, a expressão de São Beda “miserando atque eligendo”, que
procurou reproduzir também no próprio brasão pontifício.
fonte:http://papa.cancaonova.com/santa-se-apresenta-brasao-do-papa-francisco/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=santa-se-apresenta-brasao-do-papa-francisco
Homilia do Papa Francisco da Santa Missa de início de Pontificado
Queridos irmãos e irmãs!
Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério
petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja
universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do
meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e
gratidão.Saúdo, com afecto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.
Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).
Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.
Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!
Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!
E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.
Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.
A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!
Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.
Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.
Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!
Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amen.
Fonte:
http://www.vatican.va/holy_father/francesco/homilies/2013/documents/papa francesco_20130319_omelia-inizio-pontificato_po.html
quinta-feira, 14 de março de 2013
HABEMUS PAPAM
PAPA FRANCISCO
Agradecemos a Deus pelo nosso novo Papa, e rezamos por ele para que Deus o guie na condução da barca de Pedro, nossa amada Igreja.
Bênção Apostólica "Urbi et Orbi":
Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/francesco/elezione/index_po.htmIrmãos e irmãs, boa-noite!Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.[…]Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.[Bênção]Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!
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