segunda-feira, 4 de julho de 2016

Mardoqueu: depois do rei o primeiro
Mardoqueu, era o primeiro, depois do rei Assuero. Ele gozava de grande consideração entre os judeus era amado pela multidão de seus irmãos. Procurava o bem de seu povo e falava a favor da felicidade de toda a sua nação (Et 10).
Qual foi o primeiro pecado? O querer ser como Deus... o homem que não reconheceu a tamanha dignidade de “ser imagem e semelhança de Deus”, quis mais e acabou perdendo o essencial! Deus, contudo, em sua fidelidade não se cansa de lembrar ao homem sua aliança, a ponto de entregar o seu próprio Filho, que ao se fazer homem, eleva toda a humanidade à alta dignidade de filhos de Deus!
Depois do rei o primeiro! Como filho de Deus todo batizado tem por vocação agir como Mardoqueu, buscando sempre a felicidade de seus irmãos e irmãs, reconhecendo a grande graça que o Senhor nos concede dia a dia de sermos seus filhos, de sermos, “depois do rei os primeiros”. “Que é o homem , Senhor para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho? Pouco abaixo de Deus os fizestes, coroando-o de glória e esplendor... (Sl 8), de fato, tamanha é a bondade do Senhor que assim nos fez, e nos recria todos os dias, mesmo em meio a tantas infidelidades!
Toda vocação surge no coração de Deus e por meio da oração floresce na vida do ser humano. Mardoqueu soube, em seu sofrimento de outrora, confiar no Senhor, rezou e intercedeu sempre pelo seu povo, por isso foi tão amado!
A vocação autêntica não é egoísta, não se preocupa somente com o próprio bem, em verdade ela torna a pessoa uma intercessora, porque todo aquele que experimenta do amor de Deus, de sua intimidade, deseja que todas as pessoas possam também experimentar, e por isso torna-se, a alma, intercessora. 
Mardoqueu intercedia pelo bem, e assim age todo aquele que se sente chamado ao amor, pois encontra na felicidade dos irmãos o motivo da própria felicidade. Mas tal atitude só se alcança por meio da prática da virtude, por meio da oração que vai tornando o coração sempre mais entregue e solícito pelas necessidades dos irmãos, e colocando nas mãos de Deus as próprias necessidades, para que Ele no tempo oportuno as considere!
Que tal experimentar se abandonar em Deus? Eis a felicidade verdadeira!



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