segunda-feira, 11 de julho de 2016

Havia um homem chamado Jó, integro, reto, que temia a Deus e fugia do mal.[...]. Um dia veio Satanás diante do Senhor. “De onde vens tu?” “Andei dando volta pelo mundo, disse Satanás, e passeando por ele [...]. É a troco de nada que Jó teme a Deus? Não cercastes como de uma muralha a sua pessoa [...] ? Estende a mão e toca tudo o que ele possui; juro-te que te amaldiçoará na tua face[...].
Jó então se levantou, rasgou o manto e rapou a cabeça. Depois, caindo prosternado por terra, disse: “Nu saí do ventre de minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1). 
Deus chama e não se cansa de chamar a todo instante... a caminhada vocacional está sempre sujeita à tentação do maligno, que instiga a alma para que esta escolha ir contra a vontade de Deus, ou que desanime e até desista diante dos desafios da caminhada.
A alma que verdadeiramente ama a Deus não cederá às tentações, porque sabe “em quem colocou a sua confiança”. Os ditos populares apelam, com frequência, à paciência de Jó, pois este soube esperar em Deus mesmo diante das mais terríveis adversidades, mesmo quando perdeu tudo o que tinha, até seus sete filhos.
Voltar o olhar para este homem de fé, convida todo vocacionado a cultivar em si tal atitude de paciência e abandono em Deus, pois é certo que o responder afirmativamente à vontade de Deus é garantia de felicidade, mas igualmente certo é que neste caminhar haverá sempre desafios, que nem sempre, serão compreensíveis ao primeiro olhar. Faz-se necessário pedir sempre ao Senhor que conceda um coração prudente e uma alma agradecida por suas maravilhas, e que a cada instante se possa cantar: “Bendito seja o nome do Senhor!”


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