segunda-feira, 18 de julho de 2016

Jó: fidelidade na dor
Sua mulher disse-lhe: “Persistes ainda em tua integridade?” Amaldiçoa a Deus e morre! “Falas, respondeu-lhe ele, como uma insensata. Aceitamos a felicidade da mão de Deus; não devemos também aceitar a infelicidade? (Jó 2)
Vocação é sem dúvida um caminho de felicidade, por isso causa tanto medo, pois optar ou não pela vocação é optar pela felicidade de toda uma vida, porém nem sempre entendemos a felicidade, como diz o Pe. Fábio de Melo em seu livro Tempo de esperas, “custa agente aprender, mas nem sempre a felicidade estará de braços dados com a alegria. A alegria sobrevive de motivos externos. Felicidade não. É mais profunda. Não depende das alegrias para que seja real. É possível ser feliz mesmo quando não estejamos alegres [...]. A realização humana raiz de toda felicidade, consiste em saber-se a pessoa certa no contexto das escolhas feitas. Encontrar conforto, ainda que a vida esteja pesada, porque sabemos que estamos onde, verdadeiramente, deveríamos estar”.
Eis o grande desafio... Você se sente a pessoa certa no contexto das escolhas que fez ou tem feito em sua vida? Como saber?
Quando a pessoa está, “verdadeiramente” onde deveria estar, a felicidade pulsa dentro, mesmo em meio a adversidade e até na dor, lá no fundo ela grita: “Sou feliz, estou no lugar certo, tudo passa”. Esta é atitude de Jó que repreende sua esposa em sua insensatez, que quer de Deus somente os bens. Tal atitude questiona também a vida de cada vocacionado: O que se tem buscado? É preciso almejar sempre o essencial, a vontade de Deus, pois e está, e somente ela, que pode preencher o coração e vida da verdadeira felicidade, esta que em meio à dor pulsa. Ou viveremos na insensatez de aceitar de Deus somente o que nos dá prazer?
Deus quer mais de ti. Quer que te abandones sem medo! Experimente, vale a pena! 

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