segunda-feira, 11 de abril de 2016


Dalila
Sansão amou Dalila. Os príncipes foram procura-la e disseram-lhe: “seduze-o e descobre de onde vem a sua grande força” [...]. Então lhe abriu todo o coração [...] Ela adormeceu Sansão e mandou cortar seus cabelos [...] quando acordou o Espírito do Senhor tinha se retirado dele (Jz 16).
Cristo, no sermão da montanha, ensina a multidão que o ouvia que cada homem guarda seu tesouro onde está seu coração. O fato é que o coração humano nem sempre está onde deveria, em Jeremias, o senhor declara que o Povo o deixou “fonte de água viva, para buscar cisternas furadas” (Jr 2,13).
Sansão foi consagrado ao Senhor, desde o seio materno, e possuía a força do Espírito, mas confiou seu coração, e seu tesouro, à pessoa errada.
Dalila, aqui, se apresenta como imagem do inimigo, diante da vocação. Ele é insistente, como vemos Dalila com Sansão, ela insiste até descobrir o segredo. Com Cristo aconteceu o mesmo, quando na tentação no deserto, mas Jesus sai vitorioso, porque estava sustentado pela oração que mantinha seu coração em Deus; ao contrário de Sansão que por ter aberto seu coração e confiado nos homens perde o Espírito que o fortificava.
Na história da salvação vemos aqueles que conduzem outros a Deus, que são sinal de sua presença, mas também vemos os “chamados” pelo inimigo, que vivem para perder os amados de Deus.
Sabe-se que cada pessoa carrega seu tesouro em vasos de barro, faz-se necessário confiar tal vaso em mãos seguras, para que não venha a se quebrar.

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