segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Novena de Natal: 7º dia

A estrela do Oriente

“Vimos sua estrela no Oriente...” foi o anúncio dos Magos que chegaram procurando Jesus, Viram uma estrela, seu brilho chamou-lhes a atenção e por inspiração divina decidiram segui-la. “Como chegaram a saber exatamente do que se tratava? Ignoramo-lo” (FCD I 43), importa-nos a atitude, que hoje pode ajudar-nos a receber Jesus.
À nossa vista as estrelas são pequenos astros e todas juntas não são capazes de chegar perto da luminosidade do Sol, mas uma só estrela foi sinal para aqueles homens.  Por que só eles a perceberam? Porque estavam vigilantes, atentos e, talvez, até à procura dos sinais do Senhor. Sabe-se que o Senhor não gosta muito de barulho, que se manifesta na brisa suave, e aqui no brilho de uma simples estrela, por isso faz-se necessário atenção para perceber os seus sinais. Tal atenção só se conquista na intimidade, podemos, por vezes estar à procura e até querer ver as estrelas que indicam Jesus, mas se não lhe temos intimidade, se não sabemos que Ele se comunica na simplicidade e no silêncio seu mistério passará sem que o percebamos.
Com certeza, brilham todos os dias estrelas em nosso firmamento, a anunciar o Cristo, brilham também nas alegrias da missão, que nos enchem o coração de paz e da certeza de Ele está conosco, de que caminha ao nosso lado; brilham nos encontros cheios de ternura, na felicidade imensa de ver que outros também querem senti-lo perto; mas também brilham em um olhar perdido, numa mão estendida, em um corpo que sofre, nos sorrisos que se fecharam por falta de entusiasmo. “Onde sofre o teu irmão eu estou sofrendo nele...”, Estamos atentas aos sinais, onde Cristo está, onde nascerá?


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