quarta-feira, 8 de outubro de 2014






A pobreza de Jesus Menino      


            Céu!!! Quem não se compadeceria ao ver o filho de um rei nascer em pobreza tal que o obrigasse a abrigar-se numa caverna úmida e fria, a não ter leite, nem servos, nem berço de ouro, necessários para se acalentar?
              Ah! Meu Jesus, sois o Filho do Senhor do céu e da terra, e nessa gruta gelada não tendes senão uma manjedoura por berço, um pouco de palha por leito, e miseráveis paninhos para vos cobrir! Os anjos vos rodeiam e louvam, mas não trazem nenhum alívio à vossa pobreza. Meu Redentor, quanto mais pobre sois, tanto mais amável vos devemos achar, pois abraçastes essa grande pobreza para melhor ganhar nosso amor. Se tivésseis nascido num palácio, se tivésseis um berço de ouro, se fosses servido pelos maiores príncipes da terra, inspiraríeis aos homens mais respeito, mas menos amor; essa gruta em que estais, esses panos grosseiros que vos cobrem, essa palha em que repousais, essa manjedoura que vos serve de berço. Oh! Como tudo isso obriga nossos corações a amar-vos, tanto mais que vos fizestes tão pobre para enriquecer-nos dos vossos bens, isto é , da vossa graça e da vossa glória; e São Paulo que o diz: Ele se fez indigente... a fim de que sua indigência nos enriquecesse.
                A pobreza de Jesus Cristo é para nós uma fonte de grandes riquezas, porque nos move a adquirimos os bens do céu  desprezando os da terra. _ Ó meu Jesus, a quantos santos a vossa pobreza fez deixar tudo, riquezas, honras, mesmo coroas, para viverem pobres convosco. Por favor, ó meu Salvador, desapegai-me também de toda afeição aos bens terrenos, a fim de que me torne digno de obter o vosso amor e de possuir a vós, Bem infinito.

Menino Jesus, abençoai-me.

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