domingo, 8 de dezembro de 2013

Solenidade

Maria Imaculada
 
"Se bem que, por se tratar de um mistério, não podemos aprofundá-lo, pois nos perderíamos na sua imensidade, no entanto é suave e consolador meditar as razões que o nosso entendimento facilmente alcança, para nos convencermos de como Maria tinha que ser Imaculada.
Rainha dos Anjos: Maria como Rainha, tinha direito de reinar sobre os Anjos, e estes honrar-se-iam e alegrar-se-iam com tal Soberana; mas como haviam de reconhecer como Rainha uma criatura que era menos pura e perfeita do que eles? Uma criatura, que, por pouco tempo, tivesse sido escrava do pecado, isto é, escrava dos outros Anjos que tinham se rebelado contra Deus?! Isto não era possível; a razão humana resiste a admitir este absurdo. Logo, tiramos por conclusão que Maria tinha que ser pura, santa e Imaculada.
Filha de Deus Pai: Maria é a Filha predileta de Deus e por isso a destinou a uma grandeza que, afora a sua, não haveria outra igual. Em tudo quis assemelhá-la à divindade, de tal sorte que sem chegar a ser Deus, estivesse mais perto de Deus.
Mãe de Deus Filho: Era de Maria que Jesus tinha de tomar a carne e sangue que, como Hóstia pura e santa, ia oferecer na cruz pela humanidade. Como poderia ser imaculada esta Hóstia se tivesse sido manchada desde a sua origem? Além disso, ninguém pode eleger a própria mãe... todos nós temos a que Deus nos destinou... porém com Jesus Cristo não foi assim: Ele é que elegeu e formou como quis a sua Mãe...
Esposa do Espírito Santo: A graça santificante é a vida do Espírito Santo na alma. Deus quis tanto a Maria que se desposou com ela, dando-lhe a plenitude da graça... a 'cheia de graça'. Ele próprio foi o que misteriosamente... formou no seio de Maria a morada para o seu Divino Filho. É possível que uma união tão perfeita e íntima entre Maria e o Espírito Santo... uma operação tão santa e divina, como foi a Encarnação do Verbo... tudo isso se vá operar numa carne manchada pelo pecado? Seria digno de Deus? Não podia, portanto, haver nem segue a menor sobra de pecado naquele templo vivo, isso repugnaria extremamente o Filho de Deus.
Nós mesmos: Se temos amor a Maria, não regozijamos ao vê-la Imaculada e não descobrimos nesse mistério um resumo da sua beleza? Se Deus nos tivesse dado liberdade e poder para dar a Maria o que quiséssemos, não a teríamos feito assim... Imaculada... Puríssima... Santíssima? Gostaríamos de a ver manchada pelo pecado? Diríamos então que amávamos deveras? Portanto, tem certeza que nem o Pai, nem o Filho nem o Espírito Santo poderiam fazer outra coisa senão dar-lhe a pureza que possui."


Nenhum comentário:

Postar um comentário