sábado, 22 de janeiro de 2011

É esperado, é chegado o momento!

       Há tanto tempo esperei e agora não contando com minhas forças e sim com a de Deus, e com sua infinita misericórdia que cobriu-me com seu Amor retirando, livrando-me do mundo, para ser apenas sua, por meio da radicalidade dos Conselhos Evangélicos a (pobreza, Castidade e Obediência).   Não sei como agradecer, não sei o que falar, como falar, o que sei na verdade é o que estou experimentando, experimento o pedaço do céu aqui na terra. Pois já falava Santa Terezinha que o Céu é Amor e eu estou amando, estou experimentando o grande amor de Deus por mim por meio dos irmãos e de cada acontecimento que se deu ao longo da minha existência. Voltando à vinte e oito anos atrás tenho percebido que realmente foi Ele que chamou-me, e que continua a chamar. Tenho dado conta que todo o meu viver foi sustentado pela a graça de Deus, onde tem revelado-me a sua verdade, mesmo passando por outros caminhos, Ele não negou a sua Mãe a mim. Pelo o contrario entregou-me a Ela, sabendo que em seu colo estaria segura. E Assim no colo de Maria é que encontro–me experimentando o que é ser feliz o que é viver o Céu aqui na minha Comunidade, por isso tanta gratidão à minha Congregação que por graça recebeu-me definitivamente como membro dessa família de Deus.
     Para muitos isso é uma loucura e impossível viver juntas e ser pobre, Obediente e Casta, viver tais votos nos dias de hoje, mas experimento–os na minha própria carne e espírito, ou seja, aquilo que sou, posso provar e comprovar com minha pequena experiência, porém válida, vivendo três anos como Aspirante, um ano como Postulante, dois anos como Noviça e seis anos como Esposa do próprio Senhor por meio da minha Consagração, declaro que é possível e mais do que isso é maravilhoso. É um Dom de Deus e a cada dia dou conta que fui verdadeiramente atraída e seduzida por esse AMOR. Afirmo essa verdade do íntimo do meu ser não para exaltar-me e diminuir a vocação matrimonial, mas para compartilhar o meu viver e minha entrega e por isso imploro as vossas orações, pois sou fraca e preciso de você da sua ajuda, em virtude disso é que Professei publicamente frente à Igreja e a você a minha pequenez e a grandeza de Deus que sustenta-me, a cada momento. Por isso prostei-me até o chão e com este gesto tão simples, mas rico em significado é que
gritei para o mundo ouvir que realmente sou fraca sou pequena sou um nada, sou serva por isso obriguei-me a usar como vestimenta o habito cinza ou preto, e o véu branco falando para todos o que sou. É isso que sou! É isso que quero ser todos os dias da minha vida! Quem é o servo? O servo é aquele que cuida não de suas coisas, mas das coisas do seu senhor. O servo é aquele que é pequeno que volta o rosto novamente para Deus após uma queda e isso é converter- se. É tomando consciência da minha pequenez, do meu nada que sou é que afirmo e renovo o pacto de Amor com Deus e com os irmãos. Pois não quero nada mais apenas ser um nada é isso mesmo um nada que transforme em um transporte de raios de luz para que tudo comece ou recomece. “ Onde a luz à saída para

 a vida
Ir. Maria Lucineide Porto - OMJ

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